29 de jul de 2010

É do povo que vem é para o povo que vai (Lendas) - Carnaval 2006

INTRODUÇÃO

Nos estudos do folclore, o mito trata da descrição de fenômenos, seres ou ocorrências relatadas como sobrenaturais e suas ações serem identificadas no céu, na terra e na água. Os mitos normalmente são amigos, quando eles se apresentam como assombração, as vezes, a utilizam para afugentar os predadores que entram nas matas e florestas com o objetivo de destruição. A maioria dos mitos no Brasil tem sua origem indígena. Normalmente a representação de fatos ou personagens reais, são exageradas pela imaginação popular.

MULA SEM CABEÇA

Diz a lenda que Muleca linda filha de Avanhanda antes dos 15 anos, se apaixonou pelo valoroso guerreiro Guaiaré, casaram-se. Certo dia foi seduzida na beira do Rio Xingu pelo semi-deus Urutantã. Tupã sabendo da traição da infiel mandou puni-la, transformando-a numa Mula Sem Cabeça. Na voz do povo a índia se transformou em mulher do padre, que foi amaldiçoada.

SACI PERERÊ

Entidade encantada que se diverte fazendo travessuras como: escondendo brinquedos e objetos, soltando animais dos currais e derramando sal e outras coisas nas cozinhas, mas toma conta das crianças. Está sempre pedindo fogo aos passantes para acender seu cachimbo e só aparece quando quer.

NEGRINHO DO PASTOREIO

É uma lenda meio africana, meio cristã. Nos tempos da escravidão ele vivia numa fazendo de um homem muito malvado. Um dia quando voltou da lida faltava um cavalo baio, foi espancado e amarrado num formigueiro. O malvado no outro dia foi vê-lo e tomou um susto com a visão. O menino estava são e salvo ao lado de Nossa Senhora do Baio e o rebanho, o homem pediu perdão, mas o garoto nada respondeu. Beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu com o rebanho.

IARA - MÃE D'ÁGUA

Iara a jovem tupi mais formosa das tribos que viviam próximo ao Rio Amazonas. Todos os seres à amavam, plantas e bichos. Numa tarde quando se banhava, foi surpreendida por homens estranhos que à violentaram e jogaram no rio. O espírito das águas a transformou em sereia, seu canto atrai os homens de maneira irresistível. Ao vê-la eles se aproximam dela, que os abraça e os arrasta para as profundezas das águas e nunca mais voltam.

 LOBISOMEM

Segundo a lenda o lobisomem é um ser que seria resultado de uma reza poderosa feita numa noite de sexta feira de preferência lua cheia. Num estábulo de burro ou cavalo no qual a pessoa rola como se fosse um animal, dizendo reza que é feita com o pacto de entidades malignas. Também numa encruzilhada onde a pessoa repete os mesmos atos do animal. Na zona rural ele é o sétimo filho homem de um casal. Antes do amanhecer ele sempre procura um cemitério e lá volta a sua forma humana.

CURUPIRA

É um mito do Brasil que os índios guaranis já conheciam desde o descobrimento. Índios e jesuítas o chamavam de protetor da caça e das matas. É um anão de cabelos vermelhos com pelos e dentes verdes. Como protetor ele costuma punir os agressores da natureza que mate por prazer. Seus pés são voltados para trás para despistar os caçadores, deixando-os seguir rastros falsos. Quem o vê perde o rumo, e não acha o caminho de volta. Uma carta do padre Anchieta em 1560 dizia! Aqui há certos demônios a que os índios chamam de Curupira. Os índios para lhe agradar deixavam nas clareiras penas, esteiras e cobertores.

VITÓRIA-RÉGIA

Os pajés tupi guarani contavam que no começo do mundo, toda vez que a lua se escondia no horizonte, ia viver com as jovens e se gostasse de uma delas, a transformava em estrela do céu. Nayá filha de um chefe ficou impressionada com a história, passou a perseguir a lua querendo virar estrela. Numa noite ela viu a imagem da lua num lago, se jogou nas águas achando que a lua veio buscá-la. A lua para recompensá-la pelo sacrifício a transformou em estrela das águas, branca e perfumada que só abre ao nascer do sol.

BOI TATÁ

Dizem que Boi Tatá era uma espécie de cobra que foi o único sobrevivente de um grande dilúvio que cobriu toda a terra. Para escapar ele entrou num buraco e lá ficou no escuro, assim seus olhos cresceram. Desde então anda pelos campos em forma de cobra com os olhos flamejantes, as vezes como um facho cintilante de fogo correndo de um lado para o outro da mata. Em alguns lugares do nordeste é chamado também de cumadre fulozina.

BOTO COR DE ROSA

A lenda do boto é mais uma crença. Contam que nas noites de festas juninas, enquanto as pessoas estão distraídas celebrando, o boto rosado aparece transformado em um bonito e elegante rapaz, mas usando chapéu porque sua transformação não é completa, pois sua narina fica no topo da cabeça fazendo um buraco. Ele conquista a primeira jovem bonita e leva para o fundo do rio, e engravidando-a. Por isso quando uma jovem engravida e não se sabe quem é o pai, é comum dizer ser "do boto".

COMPOSITORES: ROBERTINHO DA TIJUCA/ WAGNER DO CAVACO/ BAHIA/ CHAMEGO

Histórias que a vovó contava e encantava
Vamos recordar
Quem já ouviu sabe que é de arrepiar
Mula sem cabeça, lobisomem e boitatá
Vitória régia fonte da inspiração
Sou curupira alegrando o meu povão

Zona Sul iluminada
Pula Saci Pererê pra criançada
Negrinho do Pastoreio
Iara Encantada

Se é lenda ou realidade
Mitos do Interior
Invadiram a cidade
Não tem gritoS de terror
Sou boto cor de rosa, estou no carnaval
Seduzo a jovem linda, levantando o seu astral

Pisa forte na avenida
Se benze, faz oração
O Pé Grande apavora
Mas não é assombração.

Um comentário:

Agripas disse...

Olá! Você tem uma versão desta música em MP3? Eu morei do lado do ensaio do Pé Grande para 2006 e ouvi tantas vezes que decorei a letra, mas não tenho cópia da música :-) Obrigado!